segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Eclipse

Ressoaram as doze badaladas
No majestoso e soturno Salão
Bailavam as Donzelas mascaradas
Entre valsas d’Eterna Solidão

A Mãe-Terra fingia ser Madrasta
Ocultando cativa Cinderela
Sentenciou então o Rei-Sol: já basta!
E fugaz espreitou ‘inda mais bela

Ao átrio em que pendem candelabros
De cristais imitando Cassiopéias
Orquestram-se celestiais descalabros

Por instantes sorriram rutilantes
Meras pepitas presas às bateias
E a Lua rebrilhara aos amantes

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