domingo, 31 de agosto de 2008

À Margem Esquerda do Sena



Pele traveste cheiros. Mas este que dela exala é digital. Fixou-se.

Debruço-me num Courvoisier, enquanto a tarde arrulha. Vozerio interno, folhas de sombra e luz. Acenando, em mal-podadas bifurcações. Renoir, ah, Renoir, faltou-te alma. Não me contas do hoje, então cala.

Amanhã? Manhã ululante, gargarejarei obviedade.

Voulez vous plus de cognac, Monsieur? Um s’il vous plaît faísca no olhar que se levanta à solicitude. Se há coisa que admiro são almas adestradas.

Corre incongruente água. Ela, à margem esquerda do Sena. Do lado outro, afogo.

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