sábado, 2 de outubro de 2010

Ménage à Quatre Já é Suruba

Se as pesquisas registram menos de um por cento para os demais candidatos, por que as redes teledifusoras insistem em trazer aquele partido com nome de inseticida para os debates? Deve ser por uma questão de estética, uma espécie de simetria, onde o mediador ocupa o centro, ou, melhor ainda, que somente elas o ocupem.

O engraçado é que o Plin tem a cara e a voz daqueles pernilongos dos comerciais insetocidas e bem estamparia uma embalagem. Quem lembra dos espirais Bôa Noite? Então, cada um em seu quadrado púlpito, ficam rogando pragas, a Cucaracha rechonchuda, o Mosca mesma-merda e a Gafanhota reciclada. Para receberem jatos piretrinados de quem? Ora, mas de um neocanhotista? Traidor!

Ou, ainda, será – ranço machista – a inadmissibilidade de maioria feminina nos desígnios? Envidam o equilíbrio das forças sexuais? Ah, isto me cheira, realmente, a sexo e, de repente, vislumbro a Diu pagando um boquete pro Plin. Este, por sua vez, busca, sofregamente, mamar os diluídos peitinhos da Morena. Que bate uma pro Zé Sé. Que, por sua vez, enraba a Diu. Ainda bem que a putaria pelo poder passa num horário em que as criancinhas já deveriam estar no terceiro sono.

Só sei que no dia da sagrada folga do trabalhador, se as minhas condições de saúde assim o permitirem, serei arrancado do meu lar de aluguel – mal alimentado no corpo, mas muito bem no espírito – para enfrentar, com ceticismo, o sigilo do voto. Rezo para que, no caminho, não seja assaltado. Ou que, o sendo, o bandido não fure a femoral do meu único meio de transporte e me deixe, por compaixão, ao menos, um documento com foto.

O salário? Deus lhe pague!

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