sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Uma Ilusão Chamada Obama

                 Mudança — batido mote. Acadêmico, Barack arregimentaria aluviões. Em torno do lacônico. Seguem, silentes, retóricas indagações. Não me atreveria a formulá-las. Por catedráticas, também esguelhar-se-iam as respostas. Urdido gabarito.

                 Nas telas, o pincel esboçava borrões. Planos de saúde, bônus de cinco mil dólares, hipotecas. Ninharias. Quais capitão pirata regala tripulação, pós bem sucedido saque. Imitaram pintores outros. Aqueles que pouco se dão com arte e deixam transparecer cruezas do canvas. Óleo ressentido a Talibã e jovens soldados mortos.

                 Messiânico, o discurso nunca omitiu. Nem permitiu. Minimamente enviesado a McCain. Ambos desfiando vicissitudes. Da classe média americana. Do Norte — complementaria bucéfalo daqui.

                 Dissipada ufania, muda batuta — e só. Poder econômico é que há de sustentar moral política. No alvo, a autossuficiência energética permanece visível: mapa de areia.

                 Obama quer conversar, mas monologa. Belicoso solilóquio despejado via satélite. Quem não quer conversa é o Oriente Médio — dirá.

                 A casa não é senzala. É branca.

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