segunda-feira, 11 de julho de 2011

Junho em Julho



Daquela vez
que passei um mês
encarangado

Naquela vez
que cerrei o punho
num round de Junho
descontinuado

Aquela vez
- meu bem -
só acordei em Julho

Orgulho estirado
Lábios cortados

Nocauteado

Um comentário:

Celso Mendes disse...

É, tem períodos que se apagam de nossa memória mesmo... ou pelo menos queríamos que se apagassem.

Excelente poema, Jarbas!

Abraço.